16ª Conferência de Inovação – ANPEI – Metodologias inovadoras de aprendizagem são conhecidas durante visita técnica ao Isvor

Nesta segunda-feira (30), dois grupos de participantes da 16ª Conferência Anpei de Inovação tiveram a oportunidade de conhecer de perto o trabalho, os conceitos e metodologias por trás da criação dos cursos customizados do Isvor.
Segundo Paulo Matos, gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) da instituição, cada treinamento é planejado a partir da construção de trilhas de aprendizagem por meio das quais se alinha o desenvolvimento de competências humanas às estratégias organizacionais. “Buscamos acelerar o aprendizado através da aproximação com o dia a dia da empresa”, enfatiza.
O trabalho começa com um briefing que permite entender o mindset da companhia, fazer um diagnóstico sobre o desafio existente e, então, traçar as intervenções rumo à solução do problema, baseadas em conceitos, metodologias, ambientações e conteúdos customizados. “Pensamos na experiência antes, durante e depois do curso, cuja preparação inclui uma roteirização, um storytelling. Tentamos fugir da sala branca, propondo intervenções memoráveis”, salienta Matos.
Durante a visita ao Isvor, os participantes passaram pela área de design intelligence, pelas salas de aula, pela oficina onde são realizados treinamentos técnicos de mecânica e eletrônica, além de conhecerem o Fab Lab, laboratório voltado ao desenvolvimento de protótipos e de competências para a inovação.
Participando da Conferência Anpei pela primeira vez, Tiara Rodrigues, facilitadora de Inovação e engenheira de Pesquisa e Desenvolvimento da Vallourec, vê a universidade corporativa da FCA como exemplo e acredita que conhecer a iniciativa é uma forma de pegar benchmark.
“A vertente de treinamento e desenvolvimento de pessoas que eles têm me interessou muito. Acho que começa por aí a mudança que tanto buscamos em termos de inovação, de adotarmos uma mentalidade que muda a performance da empresa. Além disso, achei muito legal o Fab Lab”, frisa Tiara.
No laboratório de fabricação criado a partir do movimento maker, iniciado no MIT, nos Estados Unidos, os visitantes puderam acompanhar o funcionamento de uma impressora 3D e de uma cortadora a laser, além de ver uma fresadora, a bancada de eletrônicos e uma cortadora de vinil.
Conforme pontua Paulo Matos, o laboratório é um espaço de experimentação e colaboração, direcionado ao desenvolvimento de quatro personas com competências para inovação: explorer, hacker, maker e networker. “Isso é algo que não está no currículo. O que fazemos aqui não é ensinado na escola. Aprende-se a correr atrás, usar a rede de contatos, fazer as perguntas corretas, enfim, a ter um mindset diferente”, pontua.
A preparação da equipe que oferece os treinamentos, segundo Matos, inclui livros e artigos, além de vídeos e conexões com uma rede de 250 consultores. “Fazemos parcerias improváveis, juntamos uma pessoa que fala de RH com uma que aborda tecnologia. Temos procurado estar sempre na ponta, e quando se está à frente, você não tem ninguém para lhe ensinar. Então, temos que desenvolver tudo. Erramos às vezes, mas faz parte. Estamos sempre experimentando”, relata Matos.
O gerente de DHO também lembra que, além da FCA, o Isvor presta serviços para a CNH e demais empresas em busca de capacitação de estagiários e trainees, desenvolvimento de lideranças, e-learning e outros cursos específicos.
Fonte: Anpei

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