MCTI terá uma nova equipe em duas semanas

O novo ministro também prometeu que, apesar da proposta de manter a agenda iniciada por Aldo Rebelo, em 30 dias vai apresentar um plano de ação.

“Em 30 dias vou propor iniciativas que serão a minha marca, mas antes vou apresentá-las à presidente Dilma Rousseff. Antes disso, em no máximo duas semanas vamos tomar pé do orçamento que tem que ser executado e à medida que formos avançando, apresentar nomes”, adiantou o novo ministro.

Como o anúncio do novo ministério foi acompanhado de medidas de cortes de gastos, sabe-se que pelo menos 30 secretarias serão extintas entre os ministérios. O novo ministro disse que no caso do MCTI, isso ainda está sendo avaliado. Antes mesmo dessas medidas, já circulava na pasta uma proposta de fundir três das quatro secretarias temáticas do MCTI, mas sem conclusão.

Pansera também destacou ações tomadas pelo seu antecessor, o ministro Aldo Rebelo (agora da Defesa), na recomposição recursos para a ciência e tecnologia. O próprio Rebelo, minutos antes, listara o sucesso de incluir três projetos no PAC (reator multipropósito, acelerador de partículas e mina de urânio), além de promessas de mais dinheiro no médio prazo.

“Falta regulamentar 50% dos recursos do pré-sal e minha proposta é destinar 25% dos 50% restantes do pré-sal para ciência e pesquisa, o que obteve num primeiro momento o acordo da presidente. E houve a promessa de que a partir de 2019 o orçamento do FNDCT [Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] não será mais contingenciado. Hoje, 75% são contingenciados.”

No auditório do CNPq, Pansera firmou um “compromisso de manter e dar continuidade a todas agendas assumidas pelo amigo e antecessor Aldo Rebelo”. E disse que “o Brasil passa por um imenso desafio econômico e político que traz dificuldades diretas, como redução de disponibilidade de recursos, mas cria oportunidade de revisar métodos e processos para a melhoria e inovação”.

Com a presença de duas dezenas de parlamentares, além do líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), que defendeu a “tranquilidade institucional”, o novo ministro reconheceu o caráter político de sua indicação, destacando que isso se dá “num contexto de esforço politico consciente de ampliar articulação do Poder Executivo com o Legislativo”. E que os resultados já existem.

Fonte: Convergência Digital

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