Mapeamento já registra 53 iniciativas de indústria 4.0 no país

Durante a segunda reunião dos grupos de trabalho da Câmara Brasileira da Indústria 4.0 nesta terça-feira, 20, o secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTIC, Paulo Alvim, anunciou o resultado do Mapeamento 4.0, que levantou 53 iniciativas existentes no País relacionadas à manufatura avançada. A expectativa é que na próxima reunião do conselho superior do colegiado, prevista para o dia 29 próximo, os GTs apresentem um plano de ação para a indústria 4.0 e dados mais detalhados sobre os projetos.

Curiosamente, o site do mapeamento lista até mesmo a própria Câmara Brasileira da Indústria 4.0 como uma das iniciativas, atribuída ao Estado do Espírito Santo e à Região Norte em geral. Em São Paulo, o levantamento cita um MBA em Internet das Coisas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e um simpósio de “excelência em produção” organizado pela Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha (VDI). No Nordeste, o Banco do Nordeste incluiu como iniciativas o espaço Coworking Hubine e o Encontros Empresariais – Open Innovation, que essencialmente são parte de um mesmo programa para startups nordestinas. 

O Mapeamento 4.0 é elaborado pela Sempi/MCTIC em parceria com o Senai Nacional. A iniciativa busca conhecer cursos, capacitações, eventos, programas de apoio financeiro e gerencial, além de outras ações relacionadas ao tema. Segundo o governo, os representantes da câmara estão “inserindo novas iniciativas e divulgando o mapeamento a seus parceiros”.

Em comunicado, Alvim afirmou que o governo tem pressa com as iniciativas. “Estamos correndo atrás do prejuízo. O carro está na rua e a fila tá andando. A indústria 4.0 já está acontecendo. É fundamental que a gente entre num crescente, num modelo de escalabilidade desse processo.” 

A Câmara Brasileira da Indústria 4.0 foi criada em abril e é fruto de trabalho interministerial entre as pastas da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Economia. Ela é formada por mais de 30 entidades representativas do governo, empresas e academia e deverá integrar iniciativas em vigor ou que ainda podem ser desenvolvidas. São quatro grupos de trabalho, focados em soluções para os eixos de: Desenvolvimento Tecnológico e Inovação; Capital Humano; Cadeias Produtivas e Desenvolvimento de Fornecedores; Regulação, Normalização Técnica e Infraestrutura. 

Outros três grupos, também ligados aos temas-chave do Plano Nacional de Internet das Coisas, estão já sendo tocados pelo governo: Agro 4.0, Saúde 4.0 e Cidades Inteligentes. Segundo o secretário-executivo do MCTIC, Julio Semeghini, a Câmara da Indústria 4.0 tem sido um exemplo para as demais. “É um trabalho muito importante na integração dos ministérios, que estão atuando alinhados com a academia e a indústria.”

Fonte: Teletime

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