Reunião do Comitê de Fomento em conjunto com o GT Indústria Startup

Na manhã do dia 27 de junho, a ANPEI recebeu em sua sede a reunião conjunta dos seus comitês temáticos de Fomento à Inovação e de Indústria-Startup. O encontro contou com a participação de representantes de Braskem, BOSCH, SENAI-RS, Hospital Albert Einstein, Natura, Duratex, Solvay, USP, da startup Larai, do escritório Gusmão & Labrunie e das consultorias Troposlab, Gestiona e Elo Group, entre outros.

ANPEI Innovation Architect Brasil

A pauta do encontro foi iniciada com a apresentação do ANPEI Innovation Architect Brasil, plataforma de formação e certificação de gestores de inovação da ANPEI. Como demonstrou Jaime Frenkel, consultor da Elo Group e responsável pela iniciativa na associação, o curso é direcionado para profissionais de empresas que já possuam alguma experiência como gestores de inovação, mas queiram ampliar competências.

O conteúdo é todo baseado nas melhores práticas desenvolvidas e vivenciadas pelas empresas associadas à ANPEI, organizado em modelo de fácil aplicação nas organizações dos interessados. Os palestrantes do curso são profissionais e executivos experientes, que demonstram aos alunos, em suas exposições, como na prática conseguiram estruturar e implementar as soluções do universo de inovação.

Com base no conteúdo do curso e das palestras, os alunos então desenvolvem um projeto sobre como transformar a maneira como as suas organizações promovem a inovação, apresentando-o a uma banca composta por profissionais da área. Ao fim da etapa, os alunos recebem um certificado profissional da ANPEI, reconhecido pelas associadas, as empresas que mais investem em inovação no país.

A próxima turma do curso está programada para agosto e informações adicionais sobre a Innovation Architect podem ser conseguidas em contato com o e-mail architect@anpei.org.br.

Braskem Labs

Na sequência, o Gerente de Inovação da Braskem e vice coordenador do Comitê de Fomento à Inovação da ANPEI, Bruno Vaz, apresentou o Braskem Labs, a plataforma de empreendedorismo sustentável da companhia.

A atuação da iniciativa se dá em três frentes, denominadas: Ignition, Challenge e Scale. Na primeira delas, o objetivo é acelerar boas ideias ou startups que ainda estão em fase de validação; na segunda, a busca é por startups que resolvam desafios e demandas da Braskem, ou seja, tornem-se fornecedores ou parceiros; já a terceira pretende acelerar as empresas com soluções já validadas e disponíveis no mercado.

O programa tem abrangência nacional e as informações específicas aos interessados de cada frente estão disponíveis na plataforma. Para ter ideia de sua dimensão, a frente Challenge, como mostrou Vaz, foi iniciada em 2017 e já lançou 21 desafios, que contaram com a inscrição de mais de 270 startups. Foram cerca de 50 apresentações de startups nos “pitch days” e mais de R$ 675 mil investidos nos projetos pilotos. De 22 projetos pilotos em andamento, 11 já foram finalizados e 3 startups estão em fase de contratação.

Além dos resultados palpáveis para as startups e empresas que participam da plataforma, Bruno Vaz destacou ainda o componente educacional da iniciativa, para os próprios funcionários da Braskem, como em uma espécie de aculturamento sobre o tema e abertura à inovação em processos.

Para a companhia, é sempre muito válido estar em constante aprimoramento, identificando o que há de ferramentas internas para conduzir melhorias, e o que se pode absorver de fora.

Edital de Empreendedorismo Industrial – SENAI

Outro tema tratado no encontro foi apresentado por Rovanir Baungartner, Gerente de Inovação e Tecnologia do SENAI-RS. Em sua intervenção, ele apresentou o Edital de Empreendedorismo Industrial, Categoria C, que está aberto aos interessados.

O objetivo das chamadas é conectar a indústria com as startups para os temas de interesse mútuo entre ambas. Os projetos passíveis de uma abertura de edital podem ser de empresas que buscam fornecedores, fomentar uma inovação ao mercado ou mesmo ajudar a nascer uma nova ideia ou solução inovadora, similar com a proposta do Braskem Labs.

O SENAI, portanto, funciona como um canal intermediário para interação do ecossistema de inovação, onde demandas e soluções podem se encontrar. Além disso, como incentivo, a entidade ainda compartilha alguns riscos com os clientes da plataforma.

Conforme apresentou o representante do SENAI, um dos ganhos para as partes interessadas é o compartilhamento do risco financeiro, uma vez que o SENAI também aporta recursos nas iniciativas e, ainda, do risco tecnológico, uma vez que a entidade envolve pesquisadores de referência para o andamento dos projetos, é sensível às questões de confidencialidade que possam cercar as parcerias, e também disponibiliza um ambiente de desenvolvimento neutro aos negócios.

As parcerias são firmadas para todo o seu ciclo de vida, desde a idealização até a inserção dos produtos no mercado, e podem ser firmadas em quaisquer entidades conveniadas ao SENAI distribuídas pelo país.

Troposlab – Intraempreendedorismo como parte estratégia de inovação

Por fim, Nathália Tavares, sócia da Tropolabs, compartilhou com o grupo como o desenvolvimento do intraempreendedorismo, aquele que parte de dentro das organizações, pode ser uma variável importante para consolidar as estratégias de inovação.

O momento atual da cultura organizacional, conforme explicou, é de empresas não lineares, conectadas e multidisciplinares. Este cenário, seria, portanto, um grande facilitador da conexão entre as pessoas, variável que pode ser importante para a inovação e que precisa ser fomentada.

De forma geral, no ambiente interno das entidades, não é raro encontrar resistências para se trabalhar a inovação, por razões diversas, o que torna essencial a reunião de esforços tanto no aprimoramento da cultura de inovação, quanto no impacto em negócios. Ainda que seja possível trabalhar para atingir um ou outro objetivo, a convergência dos dois pilares é grande e o trabalho conjunto pode apresentar bons resultados às organizações.

Muitas vezes, conforme contou Tavares, as soluções para os problemas das organizações podem ser encontradas “dentro de casa”. No ambiente interno, são identificados os problemas reais da organização, que os profissionais enfrentam no dia a dia. As soluções nesse ambiente, igualmente, tendem a partir de quem vivencia os problemas reais do negócio, o que pode tornar eficiente o processo.

Como consequência disso, ao trabalhar as pessoas para que possam se empenhar nos processos de inovação, acaba-se por cultivar novos hábitos internos, que por sua vez, têm o potencial de transformar a cultura daquele ambiente.

 

Próximo Encontro

O próximo encontro dos comitês se dará de forma isolada. Após parada para férias em julho, o comitê de Fomento à Inovação se encontra no dia 08 de agosto e o de Indústria-Startup está programado para se reunir no dia 27 do mesmo mês.

Fonte: ANPEI

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